O ex-governador e pré-candidato ao Governo Estadual, Marconi Perillo (PSDB), dedicou o último sábado (27/6) para dialogar diretamente com o agronegócio na região Sudeste. Em Campo Alegre de Goiás, a 260 km de Goiânia, ele detalhou planos para aliviar os produtores que enfrentam margens espremidas pela queda da saca da soja e pelos altos custos operacionais.
A principal proposta apresentada é a “securitização”, mecanismo que converte dívidas e recebíveis rurais em títulos financeiros negociáveis no mercado de capitais. Marconi se dispôs a liderar essa articulação junto ao Governo Federal para dar liquidez e fôlego ao setor. Ele também demonstrou preocupação especial com os produtores de leite, prometendo desonerações robustas para combustíveis, insumos e maquinários.
O discurso foi marcado por fortes críticas à atual gestão do estado pela implementação da “taxa do agro”. Segundo o tucano, a taxação já sugou R$ 3,1 bilhões do campo com mínimo retorno em rodovias. “Em nossos governos (1999-2006, 2011-2018) fizemos obras sem onerar os produtores. Sem esfaqueá-los pelas costas”, disse Marconi, recordando a redução histórica do ICMS do boi em pé de 12% para 3%.
A visita ocorreu durante as comemorações dos 50 anos de vivência de Zé Antônio (PP), 71 anos, no município. O mineiro de Paracatu, que governou a cidade em quatro mandatos (97-00, 01-04, 17-20 e 21-24), ao lado de sua esposa Cidinha (prefeita 09-12), agradeceu o asfalto, energia, esportes e as 230 casas feitas na era Marconi.
Em aceno ao futuro, o tucano fechou acordo com o atual prefeito de Campo Alegre, Douglas Sertório, comprometendo-se a construir mais 160 casas e concluir a estrada GO-213, até o rio São Marcos. Ele estava acompanhado do ex-deputado Roberto Balestra, do deputado Gustavo Sebba, do ex-presidente da Alego Jardel Sebba, e dos ex-prefeitos de Ipameri Wellington Peixoto e Daniela Vaz.
