O governo federal renovou a cota de importação sem impostos para veículos elétricos desmontados e semimontados, conhecida como CKD e SKD, com validade até janeiro de 2027. A decisão, tomada pelo Gecex em junho de 2026, mantém a isenção do imposto de importação para um volume de US$ 463 milhões e vale de 1º de julho de 2026 a janeiro de 2027. A medida busca atender à demanda por veículos elétricos no mercado brasileiro sem consulta prévia à Anfavea.
Reação da indústria nacional
A Anfavea, representada pelo presidente Igor Calvet, criticou a renovação da cota por gerar competição desigual com importadores chineses. As montadoras instaladas no Brasil alertam que a isenção favorece custos mais baixos de produção e logística no exterior, dificultando a disputa no mercado interno.
Justificativa do governo
O ministro Márcio Elias Rosa explicou que a decisão prioriza o consumidor e o mercado, sem intenção de prejudicar a indústria nacional. Ele ressaltou a necessidade de medidas futuras para equilibrar interesses legítimos de todos os envolvidos.
Se é para simplesmente importar, a empresa faz isso com custo chinês, com logística e custo de capital mais baratos. Aí não há jeito de competir
Igor Calvet
O governo federal tomou a decisão não foi para causar danos à indústria nacional, mas foi para favorecer, sobretudo, o consumidor, o mercado. E não ignorando que temos de ter uma série de medidas para acomodar todos os interesses, que são legítimos
Márcio Elias Rosa
