Cidades

Hortas comunitárias e hortos medicinais recebem visitas durante oficina da Estratégia Alimenta Cidades no DF

Marizete Lobo, moradora de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, trabalha no horto medicinal da Unidade Básica de Saúde 09 da região há mais de um ano.  “Desde que comecei a trabalhar no horto, sinto como um refúgio para mim. A minha saúde estava lá embaixo e hoje eu me considero 100% curada por trabalhar aqui com o verde”, diz.

horto medicinal da UBS 09 foi um dos destinos visitados nesta sexta-feira (4.04) como parte do segundo e último dia da programação da oficina da Estratégia Alimenta Cidades no Distrito Federal. Com participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a finalidade da iniciativa é promover um espaço de diálogo e trocas entre representantes governamentais, da sociedade civil e demais atores locais sobre as políticas públicas, programas e ações de segurança alimentar e nutricional realizadas no DF.

Para Érica Bruna, enfermeira de família e comunidade da UBS, “o horto na unidade básica de saúde, além da segurança alimentar, trouxe atividade para um grupo de idosos. Muita gente se identificou com o trabalho da terra. Hoje, nosso foco maior é na população idosa, para que se distraia, que colha os próprios frutos e que traga seus netos e seus filhos”, explica.

Para a enfermeira, o horto gera segurança alimentar para muitas pessoas e funciona como uma terapia no dia a dia. “Eles veem o trabalho deles crescendo, criam esse vínculo e, automaticamente, a gente, enquanto UBS, ganha pacientes muito mais saudáveis, com a cabeça muito melhor”, relatou Érica.

O Ximena Moreno, médica veterinária e co-criadora da Rede de Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) no DF, destaca que, nos hortos, são trabalhados os comportamentos pessoal e alimentício.  “A gente tenta mudar o paradigma de cuidado, além de trazer o resgate dessa relação com a terra, que tanto precisamos nessa urgência climática”, conta.

Estratégia Alimenta Cidades busca garantir que as pessoas que vivem nas áreas urbanas tenham acesso a alimentos saudáveis e de qualidade. No Brasil, 85% da população vive nas cidades e 57% da população reside em 319 municípios, evidenciando a concentração populacional em municípios com mais de 100 mil habitantes.

Além disso, 48% da população do país está inscrita no Cadastro Único, sendo que 80,5% destes domicílios são urbanos. Diante de desafios como esses, a Estratégia Alimenta Cidades tem como objetivo principal ampliar a produção, o acesso, a disponibilidade, o consumo de alimentos adequados e saudáveis, priorizando os territórios periféricos urbanos e populações em situação de vulnerabilidade e risco social.

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