A Usina de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, é apresentada como um modelo de geração de energia aliada à conservação ambiental. No entanto, será que esses projetos de reflorestamento, proteção de nascentes e biodiversidade, educação ambiental, reciclagem e aquicultura sustentável são realmente eficazes ou apenas uma fachada para disfarçar os impactos ambientais da hidrelétrica? Em 2024, Itaipu foi responsável por 10% da energia consumida no Brasil e 88% no Paraguai, mas será que isso justifica os investimentos em sustentabilidade?
A engenheira civil Mariana Werlang destaca a importância da qualidade da água que chega ao reservatório, mas será que isso é suficiente para compensar os danos causados pela construção da usina? A bióloga Caroline Henn menciona as pesquisas científicas para conservação de peixes, mas será que a tecnologia de marcação e rastreamento realmente compensa a perda de habitats naturais?
Projetos como a restauração da mata ciliar e o Corredor Ecológico Santa Maria são elogiados, mas será que a participação dos agricultores e proprietários de terra não é uma forma de transferir a responsabilidade ambiental para a população local? A iniciativa do Refúgio Biológico Bela Vista é louvável, mas será que a fauna retornou por mérito da usina ou pela falta de alternativas?

Deixe um comentário