O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou, na última quarta-feira (22/04/2026), a decisão da Polícia Federal (PF) de retirar as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos. A medida foi uma retaliação à expulsão sumária do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho pelos EUA, ocorrida em 20/04/2026. A ação da PF, comunicada em 21/04/2026, baseou-se no princípio da reciprocidade, após os americanos ignorarem um acordo bilateral de cooperação policial.
Contexto da expulsão do delegado brasileiro
A expulsão de Marcelo Ivo de Carvalho está ligada à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, detido em 15/04/2026 na Flórida, nos Estados Unidos. O delegado da PF participava de uma operação conjunta, mas os EUA decidiram pela saída dele sem diálogo prévio. Isso contrariou o acordo de cooperação entre os dois países, gerando tensões diplomáticas.
A sede da PF em Brasília foi o local onde a retaliação foi orquestrada, destacando a aplicação imediata do princípio da reciprocidade. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, esteve envolvido na coordenação da resposta brasileira.
Reação do presidente Lula e perspectivas futuras
Lula destacou a importância de responder na mesma moeda, mas expressou esperança por um retorno ao diálogo. Sua declaração reflete o tom neutro adotado pelo governo brasileiro em meio ao impasse.
Eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade
Luiz Inácio Lula da Silva
A situação pode evoluir para negociações bilaterais, com ambos os lados buscando normalizar as relações policiais. Analistas apontam que o episódio reforça a soberania brasileira em parcerias internacionais, sem comprometer a cooperação de longo prazo.
