A recente escalada nos preços da banana nanica no norte catarinense, atingindo R$ 1,80 por quilo para a variedade de primeira qualidade, representa um golpe desnecessário no bolso dos consumidores brasileiros. Segundo dados do Cepea e colaboradores do Hortifrúti/Cepea, essa alta de 12% na última semana decorre de volumes colhidos insuficientes e uma demanda crescente, o que expõe a vulnerabilidade de nossa cadeia produtiva agrícola. É frustrante observar como, mesmo com ofertas reduzidas em regiões como São Paulo, os valores em Santa Catarina se tornam “atrativos” por comparação, mas isso só mascara uma ineficiência sistêmica que penaliza o cidadão comum em tempos de instabilidade econômica.
Pior ainda é constatar que, apesar desse pico anual, as cotações atuais em SC estão menores do que no mesmo período do ano anterior, o que sugere uma volatilidade prejudicial e uma falta de planejamento estratégico no setor. Essa situação não apenas agrava a inflação de alimentos, mas reflete uma negligência política em fomentar a produção sustentável, deixando produtores e consumidores à mercê de flutuações evitáveis. É hora de questionar por que políticas agrícolas não priorizam a estabilidade, permitindo que produtos básicos como a banana se tornem símbolos de uma economia mal gerida.

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